sexta-feira, abril 22, 2005

Será preciso haver um inverno para voltar a primavera?

Mais uma vez que as lagrimas teimaram em cair.
A força de ver que não tinha razão para tal coisa fez que elas recuassem para onde não deviam ter saído e assim aguentar mais uma viagem sem nada dizer. Insistia! Gestos palavras!

Gestos não retribuídos, palavras respondidas com desprezo.
Em cada metro que passava era cada segundo forçado.
Diferenças que se notam são passadas ao lado por razões também diferentes.
A força de não as ver, a força de que elas não façam diferença e força de que elas não criem espaços.
De onde vem o sentir? A fonte do inimigo da razão.
Cada parte do ser batalha essa guerra.
Separar assuntos e não misturar palavras já ditas. Repetição de pensamento pois acaba sempre em dicotomia.
Será essa a natureza? Escrever o já escrito, num ciclo idêntico ao ciclo de um ano com as suas estações. Será preciso haver um inverno para voltar a primavera?