quinta-feira, dezembro 23, 2004

Perdidamente

uma musica que sempre esteve comigo...


Ser poeta é ser mais alto
É ser maior do que os homens
Morder como quem beija
É ser mendigo e dar como seja
Rei do reino de aquém e de alendor
É ter de mil desejos o explendor
E não saber sequer que se deseja
É ter ca dentro um astro que flameja
É ter garras e asas de condor...
É ter fome, é ter sede de infinito
Por elmo as manhãs d'ouro e de cetim
É condensar o mundo num só grito...
E é amar-te assim, perdidamente
É seres alma e sangue e vida em mim
E dizê-lo cantando, a toda a gente...


Perdidamente
poema: Florbela Espanca
musica: Luis represas

terça-feira, dezembro 21, 2004

noite e senhor mar

À noite tudo é mais calmo, senhor mar.
Contigo acalmo!
Falei de ti! Mostrei-te!
Sem saber o que fazer recorri a ti, sem pensar duas vezes. No fundo de mim, tu me chamavas.
Mostrei um pouco de mim, aquele em que tu fazes parte. Esse pouco que é tão especial!
O que tu me dás, é o que eu necessito. Calma. O resto tenho de ser eu a conseguir.
Lutar, seguir a direcção que o meu coração indica. Ir em frente. Pé ante pé, com toda a precaução e garra.

sábado, dezembro 18, 2004

palavras

Como as palavras mudam-nos.
Sorrisos seguidos de risos com palavras especiais.
Outras levam a pensamentos vagos.

domingo, dezembro 12, 2004

falar com o senhor mar

Fui falar com o senhor mar. Um passeio às escondidas.
Saí de casa mostrando outro pretexto mas sem direcção. Peguei no carro e pus-me a andar sem saber, ate ver uma placa em que estava escrito praias. Não podia ir a outro lado. Era ali que tinha que ir.
Pelo caminho, aguentei toda a angustia bem apertadinha, porque estava breve a sua liberdade. Só mais um pouco...
Escolhi a praia das recordações, a que mais gosto de olhar.
O vento queimava a cara e o frio entranhava-se na roupa. Pelo caminho do pontão, fui libertando tudo o que estava à tanto tempo guardado e que cada vez mais insistia em aparecer.
No estremo do pontão, sentia a força das ondas contra as rochas.
Sentei-me e chorei como não fazia à tempo. Sem medo nem receio.
Chorei com a alma e com o coração.
Só o senhor mar me ouvia. Simplesmente ouvia. Esperava que desabafasse tudo, que soltasse o mais fundo de mim.
Soluços pouco a pouco ia acalmando à medida que a voz desse grande senhor me cativava.
No final de longa conversa, nada se tinha resolvido mas um novo olhar apareceu. Mais calma, mais tranquilidade, uma esperança.
O regresso foi o dobro do tempo.Ainda se mantinha a incógnita dos actos mas ia aparecer uma solução...

quinta-feira, dezembro 09, 2004

desanimo

Desanimo. Bloqueio. Tudo o que sinto neste momento. Em choque estou. Atitude a tomar? 8 ou 80. desistir ou agarrar?
Como as coisas podem se tornar difíceis por uma questão de gosto. Não gosto, penso eu. “Quem corre por gosto não cansa”, eu canso-me pois não corro por gosto.

domingo, dezembro 05, 2004

“Uma estrela cadente
Um olhar que se afasta
Um choro escondido
quando um beijo não basta”

espaço

Espaço! Toda a gente fala de espaço. Espaço tempo, espaço metros. E espaço emocional? Alguem fala nisso? Porque nao? Por ser algo tão subjectivo que nao tem medidas por onde nos guiarmos? Pois deve ser. É desse espaço quero mesmo falar pois é esse mesmo que coloca tantos problemas. Talvez a sua ausencia que traz tantas questões.
Para perceber os limites de espaço de cada um é necessário conhecer a pessoa, ou melhor dizendo, faz parte desse conhecimento. E para esse conhecimento é a obervação que faz o trabalho. A observação directa, a de estar lá e ver com os próprios olhos, ou perceber as questoes quando envolvidos.
Cada um demora o seu tempo a perceber o espaço do outro. E nao culpo ninguém quando a demora é notada. O que nao aceito é dar tudo escrito em folha de papel sendo só neccessário ler. Dar de bandeja é errado, pois ao facilitar tira todo o interesse.
Certas situaçoes podem simular certos atributos de uma pessoa erradamente pois é essa descompensação, tanto por falta como por excesso, disfarçada.
Passado um tempo a situaçao acaba sempre por ser discutida, e o estranho é que quando nao se chega a um acordo por vezes não se procura a verdadeira razão da discordancia que está sempre disfarçada por as mais diversas razões. Principalmete quando já foi discutido varias vezes e nem uma percebe, nem a outra quer dizer directamente.
É verdade que estas situações existem, e nao sao nada raras.
E quando se acumulam diversas situações destas? Ou se resolve tudo e parte-se para a frente ou se resolve mas cada um segue o seu caminho ou então, a pior em que nao se resolve nada e cada um segue o caminho com uma mágua resentida, e aí a ferida dificilmente se fecha totalmete.
Pois, julgando que este espaço é um mero problema, escondemos que ele interfere com o nosso bem estar a todos os niveis. É como vivermos numa casa tão apertadinha que nao dá para respirar ou num casarão tão grande que nos perdemos lá dentro .
Não quero ser negativista e por isso digo que o problema fácilmete se resovel se for encontrado logo que comece.
Para isso só digo para ter atenção. Há sempre quem esconda tudo muito bem disfarçando com os mais diversos truques.
Pessoalmente a observação está sempre em falta e por isso a aprendizagem foi feita de uma forma directamente vivida.
Mas nao esquecer que apesar de tantos truques, o gato está sempre escondido com o rabo de fora.

Espreito pela janela à espera que apareças. A esperança estava acesa.
Uma surpresa esperada...mas que não chegou, e só a desilusão apareceu.Espero tanto, quero tanto mas... o meu desejo acaba por não ser realizado.

quinta-feira, dezembro 02, 2004

The Sweetest Gift

quietly while you were asleep
the moon and i were talking
i asked that she'd always keep you protected
she promised you her light that you so gracefully carry
you bring your light and shine like morning
and then the wind pulls the clouds across the moon
your light fills the darkest room
and i can see the miracle that keeps us from falling
she promised
all the sweetest gifts
that only the heavens
could bestow
you bring your light and shine like morning
and as you so gracefully give her light as long as you live
i will always remember
this moment


musica:Sade

pequeno momento

Um pequeno momento a sós antes de voltar ao mundo, e à palhaçada.
Preparar uma brincadeira no quieto do quarto para ser feita no regresso.
Preparar um sorriso que vai saltar para o meio da cara. Um riso já na garganta pronto a sair. Apesar de a vontade não ser muita, por vezes temos que fazer certos esforços. Para eles e por nós!