domingo, novembro 07, 2004

comboio

Ir de comboio para casa.
Olhar a janela e já ser noite.
Carruagem cheia de gente cansada.
Olhares vazios para o nada que não se vê.
Uns escrevem, uns lêem, outros ficam apenas a olhar à espera que o tempo passe.
Comboio abranda... alguém se levanta, sai e continua a sua vida de rotina sempre com o mesmo olhar, sempre com a mesma expressão. Voltam para a sua caixinha de fósforo a que lhe chamam de casa, umas empilhadas, outras no meio do nada.
Uma mochila á minha frente, cheia de cores, letras e segredos...
Um comboio passa por mim tão depressa que abana tudo, acordando-me assim de pensamentos divagados.